Está na hora de limpar a sujeira debaixo do tapete.

Sabe aquela hora que você percebe que tem coisa demais mal resolvida na sua vida, que tem muitos planos deixados para trás, que existem muitas mágoas e algumas decepções que ficaram te incomodando – e ainda insistem em aparecer de vez em quando? Essa é a hora de limpar essa sujeira toda que você insiste em acumular debaixo do seu tapete.

A gente tem mesmo essa mania de ir juntando todas as coisas que deixamos para encarar depois guardadas em um lugar que fique o mais escondido de nós mesmos. Mas a sujeira aparece, o monte acumulado começa a ser perceptível e fica impossível esconder (de nós mesmos) aquilo que não tivemos coragem de resolver, ou deixamos simplesmente como estava por não saber mais como agir. Nada contra deixar algumas coisas para trás, até porque, nem sempre as coisas são facilmente resolvidas mesmo. Mas sejamos sinceros: aquilo tudo que você ainda não conseguiu se livrar, alguma hora vai reaparecer.

Não é fácil e nunca será totalmente fácil remexer em coisas que você tentou por tantas vezes esquecer. Mas a gente precisa se livrar daquilo que não nos leva adiante, que se transformou apenas em sujeira para atrapalhar o que temos aqui dentro, que virou entulho que nos serve quase que diariamente como desculpas esfarrapadas para justificar a nossa insegurança, o nosso medo de encarar coisas novas, novos sentimentos, abrir espaço no meio de toda essa sujeira para novas pessoas enxergarem um lado nosso que há muito tempo não aparece.

Chegou a hora de parar de postergar em colocar fim às histórias que já se foram, que não se renovaram, que só te servem hoje como escudo contra qualquer coisa que te seja desconhecida. Está na hora de tirar a poeira debaixo do tapete, de se livrar dos entulhos acumulados pelos anos e encarar de vez o que ficou para trás e não foi resolvido.

Chegou a hora de te deixar ver que há muito espaço na sua vida que pode ser utilizado para o que te faz bem, para o que te faz sentido hoje, que te traga novos sorrisos, novos ares, novas verdades.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK